Pirataria na cirurgia plástica. Fique atento!

Pirataria na cirurgia plástica. Fique atento!

Por: - Cirurgião Plástico - Departamento de Marketing da SBCP/SC - CRM 13519 | RQE 9876
Publicado em 06/09/2016 - Atualizado 09/02/2019

O desejo das pessoas de realizar uma cirurgia plástica e, melhor ainda, sem precisar investir muito para ter o corpo transformado as está fazendo abrir espaço para algo muito perigoso: a pirataria na cirurgia plástica. Isso é perceptível nas diversas notícias que surgem na mídia sobre procedimentos que não deram certo por terem sido feitos por médicos sem especialização.

Um levantamento do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CRM/SP) verificou que 97% dos médicos com processos relacionados à cirurgia plástica não são cirurgiões plásticos. Apenas 2,1% possuíam o título de especialista. Ou seja, o nível de satisfação e, mais importante ainda, de segurança é indiscutivelmente maior quando a cirurgia plástica é realizada por um cirurgião plástico.

Saiba diferenciar o que é ou não pirataria na cirurgia plástica

O motivo é simples. Um médico com título de especialista em cirurgia plástica, além de seis anos de formação em medicina, faz mais cinco de residência médica. Nesse período, dedicam-se integralmente à compreensão e domínio das técnicas necessárias para diagnosticar e tratar diversas doenças e problemas da pele, fazer cirurgias plásticas e outros procedimentos. Somente após ser aprovados em um criterioso exame realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Associação Médica Brasileira (ACM), e registrar-se no Conselho Federal de Medicina (CFM) como especialista é que o médico é oficialmente considerado cirurgião plástico.

É um longo caminho. Exige muito esforço, dedicação e força de vontade para vencer todas as etapas. Infelizmente alguns médicos que desejam trabalhar com a especialidade não tem disposição para atender a todos os critérios necessários e buscam o caminho mais curto, atuando sem ser especialistas e colocando em risco a saúde das pessoas. Há, ainda, os que dizem ser especialistas em “medicina estética”, especialidade que nem consta na relação das especialidades reconhecidas pela Resolução do CFM Nº 2.116/2015.

É fácil não se tornar uma vitima da pirataria. Basta informar-se sobre o médico no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica ou do Conselho Federal de Medicina. Um médico qualificado é membro e está registrado tanto na SBCP quanto no CFM. Caso não esteja, mas se identifique como especialista, denuncie. É contra o Código de Ética Médica o profissional da medicina afirmar que detém uma especialidade que não pode comprovar.

Mesmo que a legislação brasileira permita a qualquer médico atuar em qualquer área, cirurgias plásticas devem ser feitas somente por cirurgiões plásticos!

Conteúdo revisado por:
Cirurgião Plástico - Departamento de Marketing da SBCP/SC - CRM 13519 | RQE 9876

Formado em Medicina pela UnB e especialista em cirurgia plástica pela PUC-PR, o Dr. Guilherme Pintarelli é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e integrante do Departamento de Marketing e Mídias Digitais da SBCP-SC.   Ver Lattes

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