Entrevista com Dr. Rafael Tirapelle: como a cirurgia plástica pode ajudar no rejuvenescimento facial

Entrevista com Dr. Rafael Tirapelle: como a cirurgia plástica pode ajudar no rejuvenescimento facial


Publicado em 02/09/2019

O desenvolvimento dos procedimentos de rejuvenescimento facial ganhou grande aceitação entre os pacientes que buscam manter uma aparência mais jovem e harmônica, a partir dos 40 anos. Isso fica comprovado com o aumento significativo de cirurgias plásticas procedimentos minimamente invasivos, que podem desde minimizar marcas de expressão até melhorar a tonicidade da pele.

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Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), houve crescimento de 5% nos procedimentos cirúrgicos estéticos em 2018, no Brasil. O destaque fica para a blefaroplastia, que atingiu 1.346.886 intervenções.

Existem diversos procedimentos que podem ser realizados visando o rejuvenescimento facial. Para conhecer quais são os mais comuns, nós entrevistamos o Dr. Rafael Tirapelle, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, regional Santa Catarina.

De acordo com o médico, quando as pessoas começam a sentir os primeiros sinais de envelhecimento no rosto, é comum procurarem primeiramente os procedimentos não-cirúrgicos. Dentre eles, o mais popular é a toxina botulínica, responsável por mais de 5 milhões de intervenções.

Além do famoso botox, há grande procura por preenchimentos e peelings, que igualmente melhoram a aparência da pele e postergam a necessidade de realizar uma cirurgia plástica.

Confira abaixo a entrevista completa!

1) Quais os procedimentos mais procurados por quem deseja parecer mais jovem?

Quando se pensa em cirurgia para rejuvenescimento facial, o primeiro procedimento que vem à mente é a blefaroplastia, que é a cirurgia que visa melhorar a aparência da pálpebra. As cirurgias menos invasivas por videoendoscopia também são comuns. Com esse método, é possível:

  • elevar o terço superior da face em pacientes que têm o supercílio muito caído;
  • realizar a cirurgia do terço médio da face, que, através de pequenos cortes no couro cabeludo, permite levantar toda a região da maçã do rosto.

Outros procedimentos muito populares são a cirurgia de face propriamente dita, chamada de lifting facial, e o enxerto de gordura, que ajudam a preencher áreas do rosto que estão esqueletizadas e, portanto, muito envelhecidas.

2) É comum realizar mais de um procedimento ao mesmo tempo?

É muito normal fazer associações de cirurgias para obter resultados melhores. É possível, por exemplo, realizar o lifting e aproveitar para arrumar a pálpebra. Junto com a cirurgia, também é comum fazer peelings faciais. Isso porque, enquanto a cirurgia vai rejuvenescer, dar volume e melhorar a parte interna, eles melhoram a qualidade da pele em si.  

3) Qual o perfil mais comum de quem busca esse tipo de cirurgia?

Atualmente, as cirurgias de rejuvenescimento facial possuem um leque grande de pacientes. Porém, a maioria é do sexo feminino, na faixa etária entre os 40 e 65 anos. Grande parte delas já se cuida e realiza procedimentos não-cirúrgicos, porém, está sentindo a necessidade de algo mais duradouro.

4) Quais alterações podem ser realizadas através da cirurgia plástica

Existem várias intervenções que podem ser realizadas visando o rejuvenescimento facial. Os mais comuns são:

  • melhorar a flacidez das pálpebras;
  • reduzir as bolsas de gordura existentes nas pálpebras inferiores;
  • levantar o supercílio;
  • amenizar rugas e marcas de expressão;
  • elevar as maçãs do rosto;
  • suavizar vincos abaixo da boca e
  • melhorar a flacidez no pescoço.

É importante lembrar que a cirurgia de face tem o objetivo de rejuvenescer a paciente em torno de 10 a 15 anos. Não é para modificar o rosto e suas formas.

Para finalizar a entrevista, o cirurgião reitera a importância de buscar um cirurgião membro da SBCP-SC:

“Quando a paciente pensa em realizar uma cirurgia plástica, é preciso ter em mente que existem riscos. Porém, com a presença de um cirurgião plástico devidamente credenciado, que estudou mais de 11 anos até se tornar cirurgião plástico, é possível minimizá-los. Afinal, ele é, realmente, capacitado para realizar esse tipo de trabalho e tem o treinamento adequado para tratar qualquer complicação que possa advir do procedimento.”, pontua.

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