A ética na cirurgia plástica

A ética na cirurgia plástica

Por: - Cirurgião Plástico e Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - CRM/SC 8130 RQE 2674
Publicado em 02/06/2016 - Atualizado 09/02/2019

Todo médico no Brasil deve reger sua conduta médica de acordo com o Código de Ética Médica, inclusive os que são especialistas em cirurgia plástica. O Código é o que controla, normatiza e/ou define a atividade dos profissionais em medicina.

O cirurgião plástico consciente de seus deveres e obrigações, e dos fundamentos do Código de Ética, aprimora seu atendimento para orientar seus pacientes, não só transmitindo a eles segurança, como também a si mesmos nos serviços que se dispõe a realizar.

Para ajudar, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), juntamente com o Conselho Federal de Medicina (CFM), propôs o documento Normas Informativas e Compartilhadas em Cirurgia Plástica para auxiliar o cirurgião plástico a compreender melhor seu papel inerente a sua conduta e ainda aglutinar mais pessoas interessadas em melhorar a Cirurgia Plástica brasileira e sua relação com os pacientes.

A conduta ética na cirurgia plástica prioriza a saúde do ser humano

A saúde de todo o ser humano é a prioridade dos médicos. É em benefício do paciente que os cirurgiões plásticos devem agir, com toda a capacidade profissional e respeito aos limites, mesmo que isso signifique desagradar ao paciente.

Especialistas preocupados com a ética na cirurgia plástica não colocam em risco o bem-estar ou a vida dos pacientes realizando procedimentos para os quais não possuem habilitação ou cujos resultados são questionáveis e não detém comprovação dos benefícios. Também evitam submeter o paciente a um procedimento cirúrgico apenas para agradá-lo quando é perceptível que a realização da cirurgia não resultará em benefício para o paciente.

Competência e prudência são duas das ferramentas de trabalho dos cirurgiões plásticos que atuam com seriedade. É direito do paciente receber as informações relacionadas ao seu diagnóstico, prognóstico, riscos e objetivos da cirurgia plástica. Mas também é direito do cirurgião plástico recusar-se a realizar atos médicos que considere inapropriados. Isso também é agir com ética.

A conduta do cirurgião é a sua vitrine

O compromisso do cirurgião plástico com seus pacientes é o mais importante e o especialista deve zelar por isso, cuidando para assisti-lo de forma adequada, sem expô-lo. Assim, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos, em meios de comunicação em geral, mesmo com autorização do paciente, não é permitido.

Zelar pelo paciente e pelo sigilo profissional é parte importante da ética na cirurgia plástica. Afinal, a conduta do cirurgião plástico é o que estabelece o vínculo de confiança que o paciente constrói com ele. Comprometer essa credibilidade devido a práticas anti-éticas significa nunca mais recuperá-la.

Conteúdo revisado por:
Cirurgião Plástico e Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - CRM/SC 8130 RQE 2674

Formado em medicina pela UFSC e mestre em Cirurgia Plástica pela USP, o Dr. Evandro Parente é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e presidente da SBCP-SC

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