5 fatores que contribuem para cicatrizes depois da cirurgia

5 fatores que contribuem para cicatrizes depois da cirurgia

Por: - Cirurgião Plástico - CRM-SC 21440 / RQE 16420
Publicado em 20/10/2019

Não é à toa que os especialistas recomendam diversos cuidados para quem pretende realizar um procedimento cirúrgico. Além de prejudicarem na recuperação como um todo, existem fatores que podem levar ao surgimento de cicatriz depois da cirurgia plástica.

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O processo de cicatrização é considerado complexo, visto que envolve a formação de um tecido novo. Mesmo que as cirurgias plásticas procurarem deixar o mínimo de marcas possíveis, sem os cuidados adequados, as probabilidades de surgimento de cicatrizes alargadas, pigmentadas e disformes são muito maiores.

Dentre as afecções que podem surgir, as mais comuns são a cicatriz hipertrófica, em que há excesso de colágeno e textura mais elevada, e os queloides, que são protuberâncias rosadas que podem levar à dor e coceira.

Mas afinal, que fatores dificultam o processo de cicatrização? Conheça abaixo!

5 fatores que pioram o aspecto da cicatriz depois da cirurgia plástica

1. Esforço físico

Cada cirurgia plástica exige um tempo específico de repouso, em que o paciente não pode realizar nenhum tipo de esforço. Por mais simples que possa parecer, esse fator influencia diretamente na recuperação, pois pode gerar, por exemplo, a ruptura de pontos e prejudicar a formação da nova pele.

2. Exposição solar

Expor-se ao sol pode ser decisivo para a piora de uma cicatriz de cirurgia plástica. Isso porque os raios solares podem deixar o local da incisão mais escuro do que a pele ao seu redor. Além disso, a área afetada tem mais dificuldade de eliminar o calor através de suor, comprometendo a temperatura corporal e, consequentemente, retardando a cicatrização.

O ideal, portanto, é evitar o sol enquanto a lesão não atingir a tonalidade normal da pele. Após isso, a exposição deve ser realizada mediante o uso de protetor solar.

3. Tabaco

O cigarro é outro fator que costuma estar diretamente relacionado a problemas de cicatrização e dificuldades de atingir os resultados almejados. Segundo estudos da Unifesp, o risco de piorar a cicatriz da cirurgia plástica é duas vezes maior em pacientes fumantes do que em não fumantes.

Uma das justificativas para isso é que quem fuma apresenta nível reduzido de antioxidantes, que são essenciais para a síntese de colágeno – responsável pela regeneração celular.

4. Falta de higiene

Para evitar que complicações com a cicatrização depois da cirurgia plástica, é importante manter uma rotina de higiene pessoal rigorosa. O ideal é lavar o local operado com cuidado, utilizar uma toalha especificamente para secar a região e, após, aplicar um anti séptico na cicatriz indicado pelo médico responsável.

5. Alimentação

Existem alguns alimentos que interferem no processo de cicatrização e comprometem o sistema imunológico. Logo, é preciso evitar o consumo, principalmente, de:

  • produtos ricos em gordura saturada;
  • frituras;
  • açúcar refinado e doces em geral;
  • alimentos embutidos, enlatados e industrializados;
  • farinha branca;
  • refrigerante;
  • pimenta e
  • sódio.

Em contrapartida, é essencial aumentar a ingestão principalmente de alimentos ricos em vitamina C, que são naturalmente antioxidantes e ajudam a proteger a pele. Dentre as fontes dessa vitamina, destacam-se:

  • frutas como acerola, laranja, limão, tangerina, abacaxi e goiaba;
  • pimentão;
  • salsão;
  • agrião;
  • vegetais verdes.

É importante ter em mente que, mesmo com todos os cuidados, as cicatrizes são consideradas normais e, em certo grau, continuarão existindo. Caso elas piorem e se tornem mais aparentes, é possível, ainda, realizar algum tratamento específico, incluindo uso de medicamentos tópicos e a realização de procedimentos minimamente invasivos.

Procure sempre um profissional qualificado para evitar ao máximo que ocorram efeitos colaterais, bem como obter resultados mais satisfatórios. Um especialista em cirurgia plástica trabalha, desde a conscientização pré-cirúrgica até o pós-operatório, para alcançar os melhores resultados.  

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Conteúdo revisado por:
Cirurgião Plástico - CRM-SC 21440 / RQE 16420

Membro de Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

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