Lifting de Sobrancelhas

Lifting de Sobrancelhas

Consiste na elevação/ reposicionamento dos supercílios, podendo ser realizada por diversas técnicas, que diferem nas vias de acesso (local, através das pálpebras, couro cabeludo, com auxílio de vídeo-endoscopia) e objetivos.

A cirurgia é indicada para mim?

Após a devida avaliação por cirurgião plástico qualificado, as melhores opções serão discutidas com o paciente, e podem ir de tratamentos não-cirúrgicos (toxina botulínica, por exemplo), até a cirurgia propriamente dita.

Nos casos de tratamento cirúrgico, há ainda diversas possibilidades de planejamento, cada uma com suas características, que deverão ser bem esclarecidas.

Etapas do procedimento

Anestesia:

Poderá ser local, regional, com ou sem sedação e até mesmo geral, na dependência do procedimento proposto e do risco cirúrgico do paciente. Cirurgião, anestesista e paciente deverão conversar e definir a opção mais confortável e segura para todos.

Cirurgia:

O planejamento do ato cirúrgico varia na dependência da técnica pretendida. O tratamento da região frontal e supercílios pode ser realizado por incisões que fiquem escondidas no couro cabeludo (com ou sem o auxílio de vídeo-endoscopia), rentes à linha de implantação dos cabelos, camufladas em sulcos já existentes na região frontal, utilizando o acesso palpebral superior, rentes ao supercílio.

O tratamento completo poderá incluir ressecções/ reposicionamentos musculares e de pele, fixações com fios (absorvíveis ou inabsorvíveis), parafusos cirúrgicos e/ou outros dispositivos. Diferentes tipos de trações teciduais podem ser realizadas com o intuito de suavizar rugas frontais/ glabelares ou reposicionar supercílios.

O fechamento das incisões pode ser realizado com fios (absorvíveis ou inabsorvíveis), grampos e complementado com cola ou fitas cirúrgicas. Drenos poderão ser ou não utilizados.

Recuperação pós-anestésica:

Após o ato operatório, o paciente continuará sob efeito de algumas das medicações realizadas durante a cirurgia, sendo o tempo de recuperação variável dependendo do tipo de anestesia. São feitos analgésicos, que, se preciso, continuarão sendo utilizados pelo paciente em caráter domiciliar, para maior conforto e controle da dor.

O tempo de internação varia na dependência da cirurgia realizada. No momento da liberação, o paciente deverá receber todas as devidas prescrições e orientações com relação aos cuidados domiciliares e data prevista de retorno para reavaliação.

Recuperação pós-operatória

Após a cirurgia, o local operado ficará sensível, dolorido, avermelhado. Poderá ocorrer eliminação de pequeno volume de líquido pela ferida ou formação de crostas (“casquinhas”), sensação de “repuxar”, dormência e algum inchaço.

Siga as orientações do seu cirurgião: evite atividades físicas que forcem o local operado, realize as trocas de curativo conforme as recomendações, faça uso das medicações prescritas corretamente, proteja a cicatriz do sol pelo tempo determinado, etc.

Um resultado final de boa qualidade é resultado de adequada técnica cirúrgica + fatores orgânicos próprios de cada paciente + devido manejo pós-operatório.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica