ALGORITMO NO DIAGNÓSTICO DAS LESÕES DO PLEXO BRAQUIAL
 
Índice
Introdução | Metodologia | Resultados e discuções | Referências Bibliográficas
 
Autor
Luiz Fernando N. Franciosi
 
Instituição
Serviço de Microcirurgia Reconstrutiva do Hospital Cristo Redentor – Grupo Hospitalar Conceição
 
Endereço para correspondência
Rua Domingos Rubbo n.20
Porto Alegre-RS
Telefone: (51) 3346-4060
E-mail: franciosi@cirurgia-plastica.org
 
Co-autores
Ana Cristina Beitia Kraemer Moraes
Nicole Rypl Heurich
Susana Fabiola Mueller
 
Descritores
plexo braquial
 
Introdução
Tem-se observado um aumento significativo nas lesões do plexo braquial devido aos freqüentes acidentes envolvendo motocicletas.
Para o diagnóstico e o tratamento destas lesões, utiliza-se um algoritmo específico.
Tem-se observado que o cumprimento dos passos do algoritmo utilizado, vem trazendo uma importante economia na realização dos exames e um resultado final favorável
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Metodologia
Tendo em vista a grande variedade de lesões envolvendo o plexo braquial, bem como as diferentes formas de evolução de cada uma delas, é de substantiva importância a observação de um algoritmo na investigação de cada uma destas lesões.
O algoritmo aplicado na investigação das lesões de plexo braquial inicia pela anamnese, que deve ser objetiva e concisa.
Buscam-se informações a respeito das funções motora, sensitiva e simpático-vegetativa do segmento afetado. A partir da análise dos dados obtidos, postula-se um diagnóstico.
O paciente é orientado a utilizar uma tipóia adequada e a iniciar a fisioterapia motora. Transcorridos dois meses, o paciente é reavaliado.
Observam-se duas situações distintas: o paciente apresenta algum tipo de melhora ou não apresenta melhora alguma.
A melhora apresentada pode ser caracterizada da seguinte forma:
- RCU (recuperação cronológica e uniforme)
- RCNU (recuperação cronológica não uniforme)
- RD (recuperação dissociada)
Caso sejam observadas a RCNU ou a não melhora, passa-se a solicitar alguns exames específicos para as lesões do plexo braquial.
São eles: a eletroneuromiografia, Rx de tórax, mielografia e mielotac (mielografia + tomografia axial computadorizada).
Atualmente, se houver disponibilidade, a ressonância nuclear magnética de alta resolução pode substituir a mielografia e a mielotac.
Na constatação de uma RCU ou RD, o paciente é mantido em fisioterapia e nenhum outro exame é solicitado.
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Resultados e discuções
Os exames solicitados de rotina numa lesão de plexo braquial têm como objetivo orientar o melhor tratamento para cada caso específico.
Tem sido observada uma grande quantidade de pacientes que não recuperam nenhum movimento no tempo transcorrido da observação e na RCNU. Supõe-se que seja devido à grande energia observada nos acidentes envolvendo motocicletas.
As lesões fechadas de plexo braquial podem evoluir de maneiras distintas.
Nenhum exame realizado no momento do primeiro atendimento poderia indicar uma cirurgia precoce. Portanto, os exames citados não devem fazer parte da investigação inicial dos casos de paralisia do plexo braquial.
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Referências Bibliográficas
1)Guptar.K.,Metna V.S.,Vanerji A .K.,Jainr.K.MR Evaluation of braquial plexus injury. Neuroradiology, 1989, 31,377/381.
2)Brunelli,G.:Neurotization of avulsed roots of the braquial plexus dymans of anterior nervus of the cervical plexus. INT.J.Microsurg.,2:55-58,1980.
3)Narakas,A . : Plexo Braquial, Terapêutica quirúrgica directa, técnica, indicación operatória y resultados. In Palaze y cols. (ed): cirugia de los nervios periféricos. Madri, tipografia artística Alameda, 1972, pp: 339-404.
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