ORELHA EM ABANO: TÉCNICA CIRÚRGICA, RECIDIVAS E COMPLICAÇÕES.
 
Índice
Introdução | Metodologia | Resultados | Discussão e conclusão | Referências Bibliográficas
 
Autor
Rosmery Castillo Remon
 
Instituição
Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital de Ipanema
 
Endereço para correspondência
R: BARÃO DE ITAMBI, 61- APTO 107, BOTAFOGO, RIO DE JANEIRO
Telefone: (21) 2551-7770
E-mail: congresso@cirurgiaplastica.org.br
 
Co-autores
Carlos André Fontes Meyer R1- Serviço de cirurgia plástica do Hospital de Ipanema
Criado, Rodrigo Delamano
José Luiz Leal Regente do cirurgia plástica do Hospital de Ipanema
Juan Carlos Lopez Cardona Especializando do Serviço de Cirurgia Plástica
PG 3 - Serviço de cirurgia plástica do Hospital de Ipanema
 
Descritores
orelhas, abano
 
Introdução
A Orelha em Abano é uma patologia congênita muito comum em nosso meio. Com o advento das diferentes técnicas que através dos anos foram desenvolvidas, hoje em dia é tratada de forma segura e eficaz.
A primeira referência foí feita por Dierffenbach (1845), assim como muitas técnicas foram descritas por outros autores como Luckett, Mustardé,Furnas, Souza.
A orelha em abano tem 3 características muito importantes na hora da sua correção cirúrgica que são: a dobra de anti-hélice pobremente definida ou ausente, excesso da concha e ângulo escafo-conchal >90°. No estudo em questão, analisamos os resultados obtidos com a técnica de Mustardè para a correção da anti-hélice, em combinação com a técnica empregada por Furnas para a correção da concha.
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Metodologia
Estudo retrospectivo realizado no Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital de Ipanema, tem como objetivo avaliar os resultados obtidos com a combinação das técnicas descritas por Mustardé e Furnas, suas recidivas e complicações. Foram avaliados 40 pacientes, dos quais 24 do sexo masculino e 16 do sexo feminino.
1. Marcação do sulco retroauricular com azul de Metileno;
2. Bloqueio periauricular;
3. Transfixação com agulha reta à projeção da antihélice, para a superficie
posterior da orelha, com azul de metileno, determinando-se assim, a região
da cartilagem a ser tratada;
4. Resseção de elipse de pele na região posterior da orelha;
5. Descolamento cutâneo para expor a superfície posterior da cartilagem da concha;
6. Enfraquecimento da cartilagem com raspagem posterior;
7. Sutura da concha à mastóide com mononylon 3-0;
8. Sutura-se o pericôndrio da parede posterior com mononylon 3-0 em “U”;
9. Sutura da pele com nylon 5-0 (barra-grega).
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Resultados
A análise evidenciou que os resultados obtidos com a combinação cirúrgica das duas técnicas foram satisfatórios. Dentre estes 40 casos, 35 tiveram um excelente resultado; 4 casos cursaram com recidiva, sendo reoperados. Um destes casos precisou nova intervenção para corrigir a orelha em telefone, que resultou numa terceira cirurgia. Outro paciente apresentou ulceração na região anterior da hélice, pelo uso contínuo da faixa elástica nos dois primeiros meses pós-operatórios. Neste caso a complicação não foi produzida pela cirurgia. Deve-se ao paciente que não retornou nas consultas pós-operatórias como indicado, retornando apenas passados dois meses da cirurgia.
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Discussão e conclusão
A evolução das diferentes técnicas cirúrgicas para a correção da orelha em abano nos deu segurança para utilizá-las na prática diária. Acreditamos que um bom planejamento e avaliação de cada paciente como um todo nos leva a escolha da técnica mais indicada para a correção desta deformidade.
Embora consideradas técnicas antigas, podem ser de escolha no tratamento de correção da orelha em abano, com excelentes resultados.
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Referências Bibliográficas
1. Baver, B.S.,Song, D. H.,And Aitken, M. E. A combined otoplasty Technique: chondrocutaneous conchal resectión as the cornerstone to correction of the prominent ear. Plast. Reconstr. Surg 110:1030,2002.
2. Juarez M. Avelar Correção de orelha em abano, Cirurgia Plástica, Melega 2003 pag271-279 3. Elliott R. A. Otoplasty: A combined approach. Clin.Plast. surg 17:373.
 
 
 
 
 
 
 
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